Michel Cadot, prefeito de Paris, confirma que o suspeito “proferiu ameaças” às forças militares e gritou por Alá. Os militares responderam com cinco disparos, um dos quais feriu gravemente o homem no estômago, avançou a CNN.

Bernard Cazeneuve, primeiro-ministro francês, diz que se tratou “manifestamente” de um ataque de “caráter terrorista” e saúda o “sangue frio” dos militares.

A France Presse refere que o indivíduo gritou Allahu Akbar (“Alá é grande”), e tentou agredir o militar com uma faca antes de ser atingido pelas forças de segurança. Um jornalista da agência contou que a área em causa foi de imediato cercada por forças policiais.

Rosário Salgueiro, correspondente da RTP em Paris, relatou que o incidente aconteceu junto à Rue de Rivoli, contígua ao museu do Louvre, muito próximo da Câmara de Paris. O suspeito tentou agredir dois dos militares que integravam a operação Sentinela, em vigor desde o ataque ao Charlie Hebdo, em 2015.


O incidente aconteceu junto ao Carrousel du Louvre, um centro comercial subterrâneo perto do icónico museu de Paris. A galeria foi entretanto evacuada para verificar ou não a presença de explosivos.

Cerca de 200 pessoas estiveram retidas no interior do centro comercial. A estação de metro de Palais-Royal foi encerrada, confirmou o prefeito de Paris.

Por motivos de segurança, o museu do Louvre foi evacuado pouco depois do incidente. Um porta-voz do Ministério do Interior confirma que foram retiradas cerca de mil pessoas que se encontravam no museu no momento do presumível ataque.

O suspeito foi transportado para o hospital Georges-Pompidou. O comissário da polícia confirma que um dos militares envolvido no incidente ficou ligeiramente ferido.
Suspeito carregava segunda arma
As autoridades já confirmaram que o suspeito trazia consigo uma segunda arma. Nas mochilas que transportava não foram encontrados quaisquer explosivos.

Segundo o jornal Le Parisien, o militar abriu fogo sobre o suspeito por volta das 9h45 locais (menos uma hora em Lisboa). O homem transportava uma mochila, de onde terá retirado uma faca enquanto se aproximava das forças de segurança, avança o diário francês.

No Twitter, o Ministério francês do Interior confirmava durante a manhã um evento “grave” e a operação de segurança em curso na área próxima do Louvre.

Evénement grave de publique en cours à quartier du , priorité à l’intervention des forces de sécurité et de secours

O Presidente francês François Hollande agradeceu a “coragem e determinação” dos militares no Carroussel du Louvre.

Je salue le courage et la détermination dont ont fait preuve les militaires, ce matin, au Carrousel du Louvre

Anne Hidalgo, presidente da Câmara de Paris, também recorreu ao Twitter para saudar a reação atempada das forças de segurança.

Communiqué de presse suite à l’agression d’un militaire au Carrousel du

“Saúdo a resposta e o profissionalismo dos militares, que permitiu pôr termo à agressão e proteger os civis nas proximidades”, acrescentou.

Foi entretanto detido um segundo homem na zona circundante do Louvre. Três polícias à paisana detiveram o indivíduo pouco antes das 11h00 locais, à saída do metro Louvre-Rivoli. Não até ao momento qualquer indicação de conexão deste caso com o alegado agressor no Carrousel du Louvre.

O ataque acontece num contexto de ameaça terrorista elevada em território francês, após uma série de atentados registados nos últimos dois anos.

De recordar que a França está em estado de emergência desde novembro de 2015, quando o ataque ao Bataclan e a vários pontos da cidade de Paris fez mais de 130 mortos.

Os sucessivos ataques colocaram França em alerta máximo, com um forte dispositivo de segurança destacado nos principais centros urbanos e locais de atração turística.

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